Três tendências para diversão nos smartphones

Acompanhar o lançamento de novas tendências e tecnologias nem sempre é fácil, mas a essência do smartphone é praticamente a mesma há algum tempo. Entretanto, ao analisar as novidades apresentadas por empresas como Xiaomi e Samsung, é possível projetar algumas tendências que estão chegando para mudar o universo dos celulares. Algumas destas novidades implicam diretamente na relação dos gamers com os smartphones e o que tudo indica, a possibilidade de gráficos reais e compatíveis com os consoles desta geração pode deixar de ser um cenário utópico.

Smartphones poderosos como o Nintendo Switch — O lançamento do Nintendo Switch neste ano foi marcante para a indústria dos smartphones, pois provou na prática que é possível colocar muita qualidade e flexibilidade em um dispositivo portátil de apenas 6,2 polegadas. Para se ter uma ideia, essa é a mesma quantidade de polegadas do Galaxy S8+.

Como mostra a matéria do Mobile Gamer, isso pode ditar um futuro que revolucione os games nos smartphones. Agora que a Nintendo “mostrou o caminho” a evolução dos jogos tende a ser bem mais rápida. Isso abre espaço para empresas de muito capital, como Google e Apple, investirem ainda mais nesse segmento.

Em relação a memória RAM, alguns smartphones até mesmo já estão com hardwares compatíveis com o requerimento mínimo de alguns games potentes. O Asus Zenfone AR é vendido com 8GB de RAM, por exemplo, que é justamente a marca mínima para o Fifa 18 do PC.

Claro que há muitas outras especificações para rodar um jogo como Fifa 18 em bom nível, mas isto serve para mostrar como os smartphones modernos não estão muito atrás do hardware de grandes produções.

Tela dobrável — Esta tecnologia, já desenvolvida com seriedade pela Samsung e outras gigantes da tecnologia, será de muito bom grado quando for lançada para jogos e aplicativos de diversão, que poderão se beneficiar muito da noção de profundidade e imersão da curvatura da tela.

A premissa da Samsung é fazer em um só celular a tecnologia de tela única e tablet. Desta maneira, seria possível dobrar o tamanho da tela com um toque. Isto abriria a possibilidade para muitos games serem explorados ao máximo em resolução e gráfico. Além disso, isso seria muito proveitoso para jogos de mundo aberto que naturalmente precisam de telas maiores.
E como ficaria para os jogos e aplicativos tradicionais? Não é bom duvidar da capacidade de criação e invenção dos engenheiros, mas é provável que setores como xadrez e poker, por exemplo, não mudem muito suas essências.

Apesar disto é esperado que eles sigam as melhores tendências apresentas pela indústria. A 888 Poker, uma das empresas do setor que costuma acompanhar a evolução da tecnologia, permite há alguns anos que o usuário jogue em vários formatos de tela e dispositivos, que hoje já estão popularizados e consolidados.

Realidade aumentada pra valer — Lasers, hologramas e vivenciar de verdade a experiência de um jogo. Isto é apenas um pouco do que oferece a realidade aumentada, que está sendo desenvolvida por gigantes como Facebook, Microsoft, Amazon e outras empresas e deve revolucionar o jeito como nos relacionamos com os smartphones.

Aldis Sipolins, diretor de Realidade Virtual nos laboratórios da IBM, afirma que as possibilidades relacionadas a tecnologia são praticamente infinitas, o que aumenta ainda mais o otimismo em relação ao que pode ser feito para os games em dispositivos móveis.

Já imaginou jogar uma partida de futebol no smartphone e poder expandir a tela em diversas direções para se sentir completamente dentro da ação? Com as ferramentas oferecidas pela realidade aumentada, isto não seria algo utópico.

 

E de acordo com os especialistas da área, há motivos para considerar a tecnologia extremamente importante. “Se você parar para pensar, um smartphone é simplesmente um computador que faz chamadas. É fácil acreditar que será substituído pela realidade virtual, muito mais completa. Estamos perto de uma mudança tão importante como a gênese da internet”, afirma Alan Craig, diretor do Instituto de Computação em Humanidades, Artes e Ciências Sociais da Universidade de Illinois.

Estes podem ser os últimos tempos da maioria dos jogos em smartphones da maneira que conhecemos. Com a realidade aumentada, tela dobrável e hardwares cada vez mais poderosos, o futuro não parece tão distante.